09.04.09
Macaco aparece na Boa Vista, interior de São Lourenço do Sul, e faz a alegria dos moradores.
O leitor do site, Gustavo Hammes, entrou em contato enviando uma notícia referente a um macaco que “reside” na Boa Vista. Ele também enviou algumas fotos do “Chico”, como é conhecido o macaco.
Há cerca de meio ano apareceu na Vila Boa Vista, interior de São Lourenço do Sul, um macaco da espécie Bugio, provavelmente solto por alguém. Com o passar do tempo, o macaco foi ficando cada vez mais próximo dos moradores, sendo que todos colaboram na alimentação do “Chico”, que inclusive atende quando chamado pelo nome.
Sendo dócil, o Chico permite a aproximação das pessoas que lhe tratam com carinho e saciam sua fome com algumas guloseimas. Em parte da vila é possível ouvir o seu “ronco”, tradicional dos Bugios, o qual o Chico faz ecoar no matagal onde mora.
Foto tirada por Gustavo Hammes
O “Chico” gosta de ficar em contato com as pessoas, tanto que circula por firmas e comércios, e há algum tempo passa os dias junto com alguns pedreiros que atualmente trabalham em uma obra na Boa Vista. Os pedreiros não se incomodam com a presença do Chico, que circula livremente ao lado deles passando a maior parte do tempo pendurado nos andaimes da obra. Já o Chico, só se sente incomodado algumas vezes, quando algumas máquinas usadas na construção são ligadas, quando emite o tradicional ronco.
Foto tirada por Gustavo Hammes
De acordo com o site da Fundação Zoobotância do Rio Grande do Sul, em nosso estado ocorrem duas espécies de bugios: o bugio-ruivo (Alouatta guariba), que ocorre nas matas de enconsta de morro e restingas da Mata Atlântica e nas matas com Araucária e o bugio-preto (Alouatta caraya), que ocorre nas matas ciliares da região oeste do Estado.
Os bugios alimentam-se de folhas, frutos e flores e auxiliam na dispersão das sementes pelas matas, favorecendo a diversidade vegetal.
O bugio-ruivo encontra-se ameaçado de extinção devido à caça, destruição das matas e pela proximidade com a população humana (atropelamentos, ataques de cachorros e choques em fios elétricos). Segundo o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Rio Grande do Sul (2003), o bugio-ruivo consta na categoria ameaçada vulnerável.
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