29.11.10
Canguçu tem uma carência habitacional de aproximadamente 1,5 mil residências.

Canguçu tem uma carência habitacional de aproximadamente 1,5 mil residências - na cidade e no interior. A informação foi apresentada na Câmara de Vereadores durante audiência pública que discutiu o Diagnóstico Habitacional do Plano Local de Interesse Social de Canguçu, conforme o Decreto 051/18, da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, para aprovação do documento.

O secretário Basílio Barbosa fez a abertura do evento e falou da importância de o município ter um plano habitacional de perfil social e popular. Após, o professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Glauber Acunha Gonçalves, mostrou como foi feito o planejamento.

Para o levantamento da realidade habitacional, imagens de satélite, redes de água, esgoto e elétrica, pesquisa de campo e fotografia de residências urbanas foram alguns instrumentos utilizados para o conhecimento sobre o déficit habitacional no município nos últimos cinco anos, tempo delimitado pela pesquisa.

Os dados também colocam Canguçu em uma condição adequada quanto ao parâmetro de densidade demográfica: dos 53.076 habitantes, 36% moram na zona urbana e 64% na rural; 15 habitantes por quilômetro quadrado e 47 por hectare. São mais de 12 mil propriedades com luz elétrica no interior e mais de nove mil imóveis urbanos - destes, 96% são considerados como “boa casa” em função da qualidade da cobertura, da pavimentação e das paredes.

Outra informação interessante é que Canguçu apresenta índices de saúde melhores que Caxias do Sul, classificada como primeira do Estado. Já a educação é comparada com percentuais aos de Caxias.

No geral o município só não apresenta índices de IDH a ponto de se aproximar entre os primeiros do ranking estadual porque o saneamento básico, principalmente no interior, em parte ainda precisa de melhorias.

O déficit habitacional municipal está em torno de 11%. Prefeitura, Furg e Caixa Econômica Federal são parceiros na elaboração do Plano Habitacional. Após a aprovação o documento será entregue ao Ministério das Cidades, ainda neste ano, para dar continuidade aos projetos residenciais.

Fonte: Diário Popular