18.05.10
DP de São Lourenço do Sul identifica autores de roubo a posto na BR-116.

A Polícia Civil de São Lourenço do Sul está colhendo os resultados das investigações relativas ao assalto contra o Posto Coqueiro, em 4 de abril. Os integrantes do bando, que atuava em todo o Estado, foram identificados pela Civil e pela Brigada Militar do município. A quadrilha tinha como célula de ligação o presídio de Camaquã, onde vários cumpriam pena no regime semi-aberto.

A partir das investigações, foi possível constatar quem eram os bandidos e como eles agiam nos assaltos. Segundo a polícia, a quadrilha responsável pelo assalto ao posto era mesma que havia assaltado um restaurante e um ônibus de excursão na entrada de Tapes e roubado o veículo de uma família, em Barra do Ribeiro - todas as ocorrências no feriadão da Páscoa. Depois concluiu-se que o bando teria atuado nos assaltos no posto do pedágio da Ecosul e na filial do Posto Coqueiro em Cristal, além de um assalto a um motel em Camaquã.

O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) vinha investigando a mesma quadrilha há cerca de quatro meses, por suspeita de que ela estivesse atuando no roubo de cargas, assaltos a carros-forte e a estabelecimentos comerciais, como por exemplo, uma joalheria, em um shopping da Capital. A investigação da DP de São Lourenço do Sul havia sido denominada como Operação Calibre 12, devido a muitos dos integrantes do bando atuarem nos assaltos portando armas de caça de tal calibre. As câmeras de segurança do Posto Coqueiro registraram um dos assaltantes portando duas dessas armas.

A quadrilha teve 16 membros identificados pela Civil. No entanto, nem todos participaram dos roubos, pois, segundo a polícia, o grupo era bem organizado e cada integrante tinha um papel definido: uns levantavam os locais, outros praticavam o assalto em si e outros atuavam na receptação.

Agora, a Delegacia de São Lourenço do Sul dá início a uma segunda etapa, que é a de ouvir os suspeitos e promover os reconhecimentos pessoais e de objetos, para formalizar as provas que irão instruir o inquérito. Conforme a delegada Vívian Duarte, as informações sobre os locais escolhidos para os assaltos eram obtidas principalmente no convívio que alguns membros do bando mantinham dentro do presídio de Camaquã.

Fonte: Diário Popular